quinta-feira, 5 de maio de 2011

2º Encontro – Módulo 05 – 16 de Abril de 2011.



Neste encontro temos o Tutor Helton totalmente recuperado da conjuntivite. De início nos entregou a pergunta “O que é Psicologia” que havíamos respondido antes de iniciarmos os estudos do Módulo 04 que apresentou aspectos do desenvolvimento psicológico, uma reflexão sobre a importância do papel da escola e de todos os atores envolvidos na construção da cidadania, e pediu para verificar se mudou o conceito:

1) Minha resposta: O que é Psicologia?
    Tenta compreender o ser completo inserido em seu meio e o ajuda a relacionar e a se encontrar como ser humano inserido num mundo complexo.

2) Qual é a definição de psicologia e qual é o seu objetivo de estudo, segundo a autora         do módulo?
            Psicologia é a ciência que estuda o comportamento do homem como ser: Biológico e Social; Individual e Cultura; Racional e Emocional; Subjetivo e Objetivo. E segundo a autora a escola é um espaço de movimento e constante mudança, podendo a psicologia atuar, plenamente, no desenvolvimento e aprendizagem do ser como um todo diferenciando do senso comum.

            Em seguida nos orientou de como devemos elaborar o filme com duração de 15 minutos, sobre os temas apresentados no encontro anterior pela Tutora Amélia, que deverá ser em forma de: documentário; telejornal; novela; propaganda; desenho animado; paródica; e ainda, informativo/drama/comédia/consumo/investigação.

            Pediu também para postar neste Memorial, um Pratique ou Reflexão do Módulo atual sobre o personagem da história que nos coube o trabalho, que no meu caso é ANTONIO GRAMSCI. Escolhi o Pratique da página 64:
           
            “A partir da sua experiência como funcionário de uma escola somado ao que você aprendeu nesta unidade, como você enxerga o papel da escola? Você acha que ela só cumpre o papel ideológico de manter as coisas como estão ou você acredita que ela pode contribuir para a formação de consciências libertadas que fortaleçam a luta pela transformação social?
            1) A partir da minha experiência como funcionária de escola, eu a vejo como uma transmissora de conhecimentos, comprometida no aprendizado e na formação intelectual, moral e disciplinar do aluno, preparando-o para conquistar seu espaço numa sociedade competitiva, restritiva e cada vez mais seletiva, a família deve exercer  seu papel de incentivadora e facilitadora nesse processo, o que muitas vezes não acontece, tenho atendido muitos pais que se dirigem ao colégio exigindo a troca do turno para que o adolescente possa ingressar em algum programa de trabalho e agem como se a escola tivesse obrigação de adaptar o horário das aulas em detrimento do emprego, quando o correto é o contrário, adaptar o trabalho em detrimento dos estudos.
           
            2) A escola não é um poder inerte, alienado, ela transforma as consciências, mas dentro da ordem ela não prega a desordem, existe uma hierarquia e para que a sociedade atinja a tão sonhada paz e igualdade a luta deve ser silenciosa, nas estruturas, mudando paradigmas, através da cultura e da experiência individual. Ela parte do princípio que tem regras para tudo, para nascer, para crescer e para sobreviver, até mesmo a natureza tem regras, o sol nasce e de põe todos os dias seguindo seu itinerário.

            Assistimos ao filmes “Ilha das Flores” o que foi bom recordar, eu já o havia assistido quando cursei “Pedagogia Catequética”, há algum tempo. Filme que expõe a situação degradante de pessoas que sobrevivem do lixo e mesmo lá são oprimidas pelo poder do capital. Devido a esses debates, estamos percebendo uma ligeira mudança na sociedade, quando assistimos na mídia os esforços do poder público, em organizar uma política de reaproveitamento do lixo, transformando-o em renda para essas famílias em forma de cooperativas, até mesmo para prestar um favor ao planeta reciclando materiais que ela levaria anos para eliminar.

1º Encontro – Módulo 05 – 09 de Abril de 2011.

Neste encontro iniciaremos novo módulo: EDUCAÇÃO, SOCIEDADE E TRAVALHO: ABORDAGEM SOCIOLÓGICA DA EDUCAÇÃO, faremos uma peregrinação entre  estudos e debates para compreender as relações entre sociedade,  educação e o mundo do trabalho.

Fomos assistir ao filme “O Contador de Histórias”  junto com a turma da Tutora Amélia, pois o nosso Tutor Helton estava impossibilitado de nos acompanhar nos trabalhos por ter contraído uma conjuntivite e estava de licença médica.

Enquanto assistíamos ao filme, que foi até a hora do lanche, a Tutora entrevistava individualmente seus alunos para avaliação do desempenho aproveitamento de cada um.
No retorno à sala após o lanche, a Tutora fez uma leitura sobre o comentário de uma pedagoga, cujo nome não me recordo, sobre a violência acontecida em um colégio público municipal na cidade do Rio de Janeiro.  13 crianças foram vitimadas por um adolescente que invadiu atirando contra os alunos, seguiu-se um breve debate sobre o assunto e outros colegas expuseram suas opiniões, prevaleceu a mensagem para não desanimarmos e que isso representava um fato isolado e devemos continuar nossa luta por uma escola mais segura.

Repassou a pedido do Tutor Helton sobre o trabalho que deveremos executar em equipe na elaboração de fazer um comercial com duração de 15 minutos, criando um slogan sobre os temas: Revolução Industrial; Revolução Francesa; Emile Durkheim; Marx e Engels; John Dewey; Anísio Teixeira; Theodore Schultz: Louis Althusser e Antonio Gramsci, temas e personagens objetos de nossos estudos neste módulo, e maiores especificações seriam informadas no próximo encontro quando do retorno do Tutor.
Gostei do estilo da Tutora, que tem umas tiradas de bom humor enquanto explana os assuntos que aborda, isso descontrai a turma e faz dos encontros momentos muito agradáveis, parabéns a ela pelo estilo alegre e brincalhão e também pelo carinho que demonstra em seu trabalho.
Quanto ao filme, história verídica e emocionante, várias vezes contive as lágrimas e observei que toda a turma também se emocionou com a infância difícil que teve o personagem central. Ele foi deixado pela mãe na FEBEM, que mal informada por um comercial de televisão, achou que seu filho receberia uma educação que o levaria a seguir a carreira de doutor. Mas as crianças internas eram niveladas como menores infratores e todas recebiam o mesmo tratamento, o calvário sofrido por essas crianças foi um crime, que deve ser reparado pelo Estado, assim como estão reparando as vítimas que foram torturadas durante o regime militar.

Fazendo uma humilde homenagem ao protagonista do filme O Contador de Histórias, dirigido por Luiz Villaça, tomo a liberdade de publicar a entrevista concedida pelo pedagogo Roberto Carlos Ramos, feito pelo telefone para NOVA ESCOLA:

NOVA ESCOLA - Como foi a sua aproximação com o diretor Luiz Villaça?
ROBERTO CARLOS RAMOS - Villaça estava lendo um livro infantil que escrevi para o filho dele. O filho dormiu, ele continuou a leitura, e acabou chegando em um trecho em que eu contava a minha história de vida. Ele achou tão interessante que no mesmo dia ele me procurou e propôs que fizéssemos um filme baseado nas minhas experiências.
NE - Você voltou à FEBEM depois de ter saído da instituição?
RCR - Sim, fui estagiário quando estava estudando Pedagogia. Depois de formado, trabalhei como professor em diversas escolas. Hoje em dia, ainda sou ligado às crianças de lá, já que ajudo a criar ex-internos. Vinte e cinco meninos recém-saídos da FEBEM ou de orfanatos moraram comigo até hoje e adotei 13 deles. Minha intenção é proporcionar que eles possam ter oportunidades tão importantes como as que eu tive depois de ser adotado pela Margherit.
NE - Quando você começou a cuidar das crianças?
RCR - Há 20 anos adotei o primeiro menino. Hoje ele é estudante universitário e trabalha como vendedor. Todos os que passam pela nossa casa se comprometem a continuar a ajuda com outras crianças.
NE - Qual o seu trabalho atual?
RCR - Sou contador de histórias e trabalho como palestrante em empresas. Desde 1997 escrevo livros; já lancei quatro títulos infantis e adultos. Ainda em agosto devem ser republicados dois deles em um único exemplar: O Contador de Histórias e o A Arte de Construir Cidadãos. Acredito que aproveito uma habilidade que tenho desde criança: quando estava na FEBEM reclamavam que eu falava demais. Depois, Margherit me disse que eu não poderia deixar essa característica de lado. Foi por isso que me tornei contador de histórias.

terça-feira, 3 de maio de 2011

4º Encontro – Módulo 04 – 02/04/2011.

4º Encontro – Módulo 04 – 02/04/2011.

Nesse encontro realizamos uma atividade extraclasse, fomos conhecer a exposição “O FANTÁSTICO CORPO HUMANO”, no Shopping Palladium. Mostra composta de corpos humanos, preparados cientificamente, para permitir a visualização interna, de todos os órgãos, glândulas, veias, vasos sanguíneos, nervos, tendões, enfim o ser humano completo.

Foi uma experiência única, que compensou os atrasos e a desorganização dos expositores no gerenciamento da entrada dos grupos, geralmente grande e de várias entidades educacionais

Para mim, a visita foi muito proveitosa, no sentido de conhecer o ser humano além do que os olhos vêem, e principalmente as patologias que visualizamos “in loco”, demonstradas através de marcas e sinais nos órgãos internos e externos.

Na fase escolar, devemos trabalhar no sentido de expor, reiteradamente, as conseqüências gravíssimas oriundas de nossos próprios atos. Devemos envolver os profissionais liberais, de saúde, trânsito, através de palestras educativas inclusive para os pais e de toda a comunidade. Enfocar que os esforços para ficar longe dos vícios - do fumo, bebidas, drogas, sexo promiscuo – serão sentidos no decorrer de toa a nossa vida. Benefícios que resultarão em mais saúde, o tempo poderá ser mais aproveitado, com viagens de lazer, prática de esportes, e não em internamentos hospitalares e idas e vindas intermináveis nos consultórios e farmácias. Na fase da juventude o divertimento é bom e saudável, mas deve ser praticado com responsabilidade e cautela.

Saber fazer escolhas e renunciar àquelas que podem nos prejudicar é sinal de inteligência e sabedoria, dizer “não” é sinal de liberdade. O Apóstolo Paulo há dois mil anos já escrevia: “tudo posso, mas, nem tudo me convém”.
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As reações das pessoas durante a visita, diante dos corpos expostos foram as mais variadas possíveis, ora suas fisionomias expressavam admiração, ora espanto, ora preocupação, e até mesmo aversão, principalmente diante dos órgãos que apresentavam patologias graves como cirrose, câncer no pulmão e outras.

Foi mais uma atividade bem pensada, que nos leva a refletir sobre os objetivos e a finalidade de nossos atos, quais as conseqüências deles no trabalho e em nossa vida particular, bem como observar que pessoas do nosso convívio diário, praticam péssimos hábitos e são bem poucos os bons exemplos que podemos observar.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

3º Encontro – Módulo 04 - 26 de Março de 2011.


Finalmente o dia a apresentação dos trabalhos sobre os teóricos Skinner, Piaget, Freud e Wallon em Mídia, para toda a turma. As equipes foram sorteadas pelo Tutor e coube ao meu grupo pesquisar e expor a biografia, teoria e contribuição para educação do Psicólogo Skinner.

Foi uma semana de muitas conversas por meio eletrônico, sendo que a parte mais trabalhosa ficou sob a responsabilidade do colega Windrson, devido a experiência que obteve trabalhando na equipe de multimeios didáticos da Secretaria de Educação. Ele editava o filme e enviava para os demais colegas da equipe: Carla, Letícia, Maikon, Janete e eu, para crítica e sugestões. Fizemos o que estava ao nosso alcance, apenas ficamos um pouco prejudicados devido ao prazo muito curto e não nos reunir para fazer juntos, uso das técnicas, recursos e programas de multimeios.

Chegamos mais cedo e preparamos o local da apresentação, com os vidros escurecidos, distribuição de pipoca, cadeiras e projetor dispostos imitando uma sala de cinema, já entrando no clima do Skinner que defende o condicionamento operante, e a reação da turma correspondeu com o esperado, comportaram-se como expectadores de uma seção de cinema como foram induzidos.
O cientista desenvolveu o que chamou de máquinas de aprendizagem – a organização de material didático de maneira que o aluno pudesse utilizar sozinho, recebendo estímulos à medida que avançava no conhecimento. Grande parte dos estímulos se baseava na satisfação de dar respostas corretas aos exercícios propostos. A idéia influenciou procedimentos da educação norte-americana. Skinner considerava o sistema escolar um fracasso por se basear na presença obrigatória, sob pena de punição. Ele defendia que se dessem aos alunos "razões positivas" para estudar. "Para Skinner, o ensino deve ser planejado para levar o aluno a emitir comportamentos progressivamente próximos do objetivo final, sem que para isso precise cometer erros", diz Maria de Lourdes Zanotto. "A idéia é que a máquina de aprendizado se ocupe das questões factuais e deixe ao professor a tarefa fundamental de ensinar o aluno a pensar."

Os trabalhos das demais equipes no que toca a apresentação e conteúdo achei que se esforçaram e conseguiram demonstrar com criatividade o objetivo da pesquisa.

Sobre Wallon: Frances, nasceu em 15/06/1870, filósofo, médico, psicólogo, político com influência marxista, como contribuição para educação, dividiu as etapas do desenvolvimento humano em:
a)      Período de vida intra-uterina – total dependência fisiológica, marcada por reações motoras.
b)      Período impulsivo e emocional – após o nascimento – abrange o primeiro ano de vida, onde as emoções prevalecem e permitem as primeiras interações da criança com seu meio.
c)      Período sensório-motor – por volta dos dois anos, onde há predomínio da exploração do mundo físico e caracterizado  pela aquisição da marcha e da palavra.
d)      Período do personalismo – entre três e cinco anos, que se caracteriza por ser um período de confrontos e de formação da autonomia.
e)      Período da puberdade e da adolescência – antes da idade adulta. Crise comparada a dos três anos com o retorno da atenção sobre sua própria pessoa
f)        Período da fase adulta – a pessoa atinge certo equilíbrio entre o desenvolvimento emocional e o intelectual.
Wallon foi o primeiro a considerar as emoções da criança na sala de aula, fundamentou suas idéias em quatro elementos básicos, que se comunicam o tempo todo: a afetividade, o movimento, a inteligência e a formação do eu como pessoa.

Sobre Piaget – 1896 – 1980. suíço, psicólogo e filósofo, destacou-se por seu trabalho pioneiro no campo da inteligência infantil. Identificou os quatro estágios da evolução mental de uma crianaça:
a)      Fase 1 – Sensório motor do nascimento ao 18º mesa de vida a criança busca adquirir controle motor e aprende sobre os objetos físicos que a rodeiam.
b)      Fase 2 – Pré-operatório do 18º aos 8 anos de vida, a criança busca adquirir habilidade verbal, já consegue nomear objetos e raciocinar intuitivamente, mas ainda não consegue coordenar operações fundamentais.
c)      Fase 3 – Operatório-concreto dura dos 8 aos 12 anos, a criança começa a lidar com conceitos abstratos como os números e relacionamentos, estágio caracterizado por uma lógica interna consistente e pela habilidade de solucionar problemas concretos.
d)      Fase 4 – Operatório formal, desenvolvido entre os 12 e 15 anos de idade – a criança começa a raciocinar lógica e sistematicamente, estágio definido pela habilidade de engajar-se no raciocínio abstrato.

Nosso conhecido e discutido Freud – Pai da Psicanálise, nasceu em Freiberg, Tchecoslováquia – 1856 – atendia jovens senhoras judias que sofriam sintomas neurológicos que compreendia paralisia parcial, alucinações, perda do controle motor e que não podiam ser diagnosticadas por exames. Foi o precursor dos estudos sobre comportamentos, daí sua indiscutível cooperação para o entendimento das ações e reações humanas que foram estudadas e aplicadas por psicólogos, parapsicólogos, psicanalistas com enorme contribuição para os profissionais também da educação.

Os objetivos do módulo foram alcançados, pois permitiu ampla discussão, exemplos, e vivência sobre as construções teóricas no que diz respeito aos aspectos do desenvolvimento psicológico. Refletimos sobre a importância dos atores envolvidos na construção da cidadania, permitiu-nos também uma profunda reflexão sobre o papel da escola na formação do sujeito, o que nos chama à responsabilidade sobre o nosso desempenho como coadjuvantes, no desenvolvimento das diversas tarefas que nem sempre são isoladas, mas em conjunto com os alunos e/ou demais colegas.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Módulo 04 - 2º Encontro - 19 de Março de 2011

No horário habitual chegamos ao Guima para mais um encontro e para nossa surpresa tivemos que nos dirigir a outra sala, que não a costumeira, o que causou um desconforto pelo deslocamento que não estávamos acostumados. E imediatamente tivemos que nos dirigir a outra sala para assistirmos a alguns filmes juntamente com a turma de Secretaria.
           
Os filmes encomendados pela UNICEF, a fim de retratar a situação de crianças marginalizadas em diversos países, foram elaborados por diretores de renome internacional, o que resultou um trabalho de excelente qualidade técnica e histórica.

Assistimos a três deles que foram:
O primeiro “CIGANOS” – da Sérvia – história de um menino, interno em um reformatório para delinqüentes. Sendo que a origem do problema está na família da criança, especialmente na pessoa do pai, violento sem valores éticos, morais ou sociais, cuja influência fez com que a criança preferisse permanecer no reformatório, lá as pessoas as protegiam e na rua não tem ninguém, nem mesmo aqueles deviriam amá-lo.

O segundo, “CRIANÇAS DE JESUS NA AMÉRICA” – EUA – mostra o cotidiano de uma menina que sofre agressão e ofensas verbais de outros colegas na escola. Novamente pela situação lastimável dos pais, viciados e portadores do HIV. Quando ela rompe a barreira da inocência e toma conhecimento da triste realidade de sua vida, pois também é portadora do vírus, aceita-a com resignação, passa a freqüentar um grupo de auto ajuda onde é acolhida com carinho.

O Terceiro filme se passa no Brasil, “BILU E JOÃO”, contempla a deprimente realidade de meninos, neste caso um casal de irmãos, que são obrigados a se aventurarem por São Paulo, a cata de papéis e sucatas para colaborar nas despesas de “sobrevivência” da família. São exploradas também pelos receptadores que aparentam solidariedade, mas seus objetivos são outros.

Numa breve reflexão sobre os temas, todos muito fortes e deprimentes, pois são dramas vividos ao nosso lado, fica difícil entendem como que conseguimos chegar à lua, mas em contrapartida, somos totalmente incapazes de resolver o mais grave e desumano problema da humanidade, onde 20% da população detêm 80% do capital mundial. Assim, geramos famílias abaixo da linha de pobreza e mesmo que queiram criar seus filhos com um mínimo de conforto, são obrigadas a lançarem mão de práticas aviltantes, expondo-as aos mais inóspitos perigos e situações que não encontramos em nenhum outro segmento da natureza.

A infância, fase da inocência, do desenvolvimento e de novas descobertas, deve ser preservada pelos “adultos”, requer cuidado e atenção. A família precisa ser atendida pelas autoridades com políticas de geração de emprego e renda, com respeito, para que possa suprir suas necessidades básicas, como alimentação, saúde e moradia e deve ser estendida a todos, não somente a classe dos mais privilegiados.

Cabe a todos nós, educadores, empresários, religiosos, profissionais liberais, ONGs, governos, enfim toda a sociedade mudar essa realidade. Já a conhecemos, cada ser humano deve  deixar de ser o centro e olhar para o lado, melhorando a vida do outro, veremos a nossa melhorada, sim eu acredito que se cada um fizer a sua parte mudaremos a conjuntura, por pior que se apresente, temos um belo exemplo aqui mesmo em nosso país, com a Pastoral da Criança, onde uma ilustre Senhora, saudosa Zilda Arns mudou a realidade de milhares de crianças condenas a inanição e devolveu a infância que todos queremos partilhar.

domingo, 20 de março de 2011

Módulo 04 – 1º Encontro – 12 de Março de 2011.

Iniciamos o 1º Encontro do 4º Módulo, como sempre pontualmente às 8h, e como primeira atividade, respondemos a duas questões: O que é psicologia? e Existe relação com  aprendizagem e o desenvolvimento? e as entregamos ao Tutor, em seguida assistimos ao filme onde a autora Regina Lucia Sucupira Pedrosa, graduada e com Licenciatura em Psicologia, expões seu ponto de vista sobre a importância da psicologia no contexto escolar e porque aceitou o desafio de colaborar no projeto de formação de funcionários de escola.

Logo em seguida assistimos ao clipe “Filtro Solar”. Relacionando-o com a educação, parece que só muda a época, mas os procedimentos são sempre os mesmos, damos importância ao supérfluo, e nos esquecemos de construir cabeças “saradas”. Acredito que a escola poderia contribuir muito para isso se abandonasse certas práticas convencionais, que mais alienam que contribuem para a instrução de seus alunos, e mudasse o foco deixando de atribuir a eles certas responsabilidades que ainda não estão preparados para assumir.

Após o lanche, o Tutor nos explicou como deverá ser a PPS deste módulo. Realizou o sorteio   dos grupos que deverão pesquisar sobre um dos psicólogos indicados pelo ele, e a contribuição que deram para a educação. São eles: Skinner, Piaget, Freud, Vygotsky e Wallon. A apresentação  será no dia  26 deste mês em formato de seminário.

Publico a seguir, as perguntas e respostas que nos foi solicitado após assistirmos ao filmes sobre a construção deste módulo:

1) Qual é a definição de psicologia e qual é o seu objetivo de estudo, segundo a autora do módulo?

            Psicologia é a ciência que estuda o comportamento do homem como ser: Biológico e Social; Individual e Cultura; Racional e Emocional; Subjetivo e Objetivo. E segundo a autora a escola é um espaço de movimento e constante mudança, podendo a psicologia atuar plenamente no desenvolvimento e aprendizagem do ser como um todo diferenciando do senso comum.

2)  Quais as relações entre a psicologia e a educação?

            Sendo a escola um meio transformador e questionador da sociedade, interferindo na existência do ser como um todo, ela tem que atingir o aluno em toda a sua personalidade, aí entra a formação psicológica de todos os profissionais envolvidos com educação com objetivo de otimizar as ações que envolvem o desenvolvimento e aprendizagem da criança e/ou adolescente.

3) Como a psicologia pode me ajudar na realização das tarefas do meu dia a dia, na escola onde trabalho?

            É um conhecimento a mais que pode possibilitar outras formas de agir em situação de conflito, bem como posso  entender como se dá o processo de desenvolvimento humano e assim  me relacionar melhor com alunos e colegas de trabalho e até mesmo fora dele.

terça-feira, 8 de março de 2011

Módulo 03 – 4º Encontro – 26 de Fevereiro de 2011.


Nosso encontro começou de maneira atípica, fomos para o hall de entrada do Colégio assistir a palestra sobre o Portal Multimeios, cuja equipe é composta por professores e funcionários que se interessam pela atividade e desenvolvem trabalhos de divulgação através de cartazes, com conteúdo voltados para formação pedagógica. Consta no site: O Multimeios atende as demandas provindas dos Departamentos e Coordenações da Secretaria de Estado da Educação do Paraná(SEED/PR), na área de produção midiática, de forma articulada com as Coordenações de Mídias Impressa e Web (CEDITEC e Portal Dia-a-Dia Educação), TV Paulo Freire, Apoio ao Uso de Tecnologia e EaD, coordenações estas ligadas à Diretoria de Tecnologia Educacional do Paraná (DITEC/CETEPAR),
Foi significativo conhecer esses recurso oferecidos pela SEED, sendo seu  Coordenador o Sr. Eziquiel Menta, professor de matemática com conhecimento de multimídia,  muito competente e humilde ao expor esse relevante serviço disponível no site sem nenhuma reserva de direito autoral. Assistimos à três séries produzidas por eles: Recreio com história; Educando e Livro Traler, todos disponíveis no portal.
Ao retornarmos após o lanche, assistimos aos vídeos elaborados pela turma de multimeios mais adiantada no ProFuncionário.
Em seguida o Tutor Helton informou que foi trocado a PPS sobre bulling pelo relatório do passeio pelos pontos turísticos de Curitiba.
Foi solicitado para constar neste memorial os pratiques das páginas 70 e 83 conforme segue:
“VOCE JÁ VIU QUE A ESCOLA É UM ESPAÇO DE RELAÇÕES E PRÁTICAS SOCIAIS. NAS PRÁTICAS QUE SE REALIZAM NO ESPAÇO ESCOLAR É NECESSÁRIO CONSIDERAR A EXISTÊNCIA DE REGRAS. QUAIS SÃO AS REGRAS CONSIDERADAS MAIS IMPORTANTES NA ESCOLA EM QUE TRABALHA? SÃO AQUELAS QUE ESTÃO AFIRMADAS NOS DOCUMENTOS LEGAIS COMO REGIMENTO E PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO OU AS DA PRÁTICA COTIDIANA, QUE NÃO ESTÃO ESCRITAS EM DOCUMENTO ALGUM?”
As regras mais importantes na escola em que trabalho são as relacionadas no regimento interno e no projeto político-pedagógico, são práticas disciplinares  que contemplam direitos e deveres dos educando e educadores e fornecem subsídios para a equipe atuar com legalidade dentro do espaço escolar. Mas posso observar que as práticas de convivência são respeitadas e quando surge alguma situação conflituosa, elas são resolvidas com a presença dos familiares, e via de regra as boas idéias também são aproveitas e valorizadas nas semanas culturais realizadas pela Escola e campanhas através de cartazes divulgados no espaço escolar.

“SERÁ QUE NA ESCOLA EM QUE VOCE TRABALHA ACONTECE O APRENDIZADO MUTUO? SERÁ QUE NELA AS PESSOAS SE TORNAM DIFERENTES NA CONVIVÊNCIA COM OS OUTROS? OU SERÁ QUE CADA UM QUER QUE OS OUTROS SEJAM IGUAIS A ELES PRÓPRIOS? ISSO ACONTECE APENAS NAS SALAS DE AULA OU ACONTECE EM OUTROS ESPAÇOS TAMBÉM? COMO PODEMOS DIALOGAR COM OS OUTROS NOS ESPAÇOS PELOS QUAIS SOMOS RESPONSÁVEIS? QUE VALORES E SIGNIFICADOS ESTÃO PRESENTES NAS PRÁTICAS QUE VOCE REALIZA NO SEU TRABALHO E QUE PODEM AFETAR A EDUCAÇÃO NA ESCOLA? ESCREVA COMO O SEU ESPAÇO DE TRABALHO PODE SER ORGANIZADO PARA QUE TODOS POSSAM APREDER ALGO ALI”.
Tenho acompanhado alguns estudantes que já concluíram o ensino médio e retornam ao colégio para rever professores, funcionários e os “tios” (supervisores). Eles relembram fatos e até comentam a importância do tempo de escola, de como aproveitaram dos livros da biblioteca, os filmes no salão nobre, os passeios, as horas no laboratório de física, química e informática, os jogos abertos enfim as muitas atividades escolares. Isso demonstra que muito aprendemos em todos os espaços quando temos liberdade. É gratificante ver o progresso deles tanto aqueles que optam por cursar uma universidade, outros pelos cursos técnicos profissionalizantes e até mesmo aqueles que por circunstâncias adversas precisam ingressar no mercado de trabalho logo em seguida.
No desenvolvimento do meu trabalho é importante levar a informação correta quanto a prazos de matrícula, cursos oferecidos, anotações dos nomes em listas de espera que devido à falta de vagas, as pessoas contam com atitude honesta nos manuseios destas listas. Neste contexto posso dialogar com elas sobre outros assuntos, e quando encontram resposta para suas dúvidas acabam permanecendo por mais tempo conversando. Considero a pontualidade, assiduidade, presteza no atendimento práticas relevantes no trabalho de educadores, e que são muito observadas.